Philia&Filia
Philia&Filia, Porto Alegre, vol. 01,
n 1, jan./jun. 2010
SSN 2178-1737
Nenhuma Braslia existe – a cidade na fico livre de Joo
Almino
Joo Cezar de Castro Rocha[1]
O ttulo deste artigo aproveita a formulao de personagem de Cidade
livre, o engenheiro
Roberto Gonalves. Em sua definio de Braslia, Essa cidade para ser uma
cidade moderna, aberta ao mundo, no precisa ser pitoresca. Desse modo, o
engenheiro, orgulhoso do projeto de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, respondia
objeo de Matilde, uma das tias do personagem-narrador, Joo, ou JA como ele
assina a introduo do romance, ocultando assim seu nome completo.[2]
Na crtica aberta de Matilde: No h nada de pitoresco neste lugar; se pelo
menos houvesse umas montanhas.... [3]
Essa suave discusso entre os dois personagens tanto sugere a tenso
ertica que principia a se desenvolver entre eles quanto constitui um dos eixos
centrais da estrutura ficcional de Cidade livre. Talvez dos cinco romances dedicados cidade de
Braslia, esse seja o que mais revela o iderio esttico-literrio do autor de Ideias
onde passar o fim do mundo.
Alis, uma vez mais, aproveito formulao de Joo Almino – esse
outro JA. Em ensaio fundamental para a compreenso de sua arquitetura
ficcional, o leitor encontra a seguinte reflexo: Esta cidade sem razes,
povoada de migrantes, onde a identidade aberta e mltipla, recusa a noo de
origem nica. Aqui as origens podem aparentar o que so de fato: mitos ou
referncias cambiantes. A cidade serve de vacina contra o pitoresco.[4]
Compreenda-se bem o ponto: a recusa do pitoresco permite transformar a
proposta terica do ensasta do universalismo descentrado no autntico plano
piloto do projeto literrio do escritor. Ora, se o universalismo descentrado
pretende liberar a criao para que ela no fique presa a modas internacionais
e nem mesmo a fronteiras ou razes,[5]
ento, localizar sua fico obsessivamente em Braslia, com passagem eventual
pelo Rio de Janeiro em O livro das emoes, tanto significa preciso geogrfica quanto
necessidade potica. como se Braslia oferecesse o meridiano mais adequado
para uma literatura cujo lugar desde sempre convidasse ao cruzamento complexo
de imaginao e geometria, fico e realidade, misticismo e racionalidade, na
mistura improvvel, mas muito instigante, de Lucio Costa e Dom Bosco, Oscar
Niemeyer e Tia Neiva, Plano Piloto e Vale do Amanhecer.
Alis, a divergncia de Matilde e Roberto entre Braslia e Rio de
Janeiro talvez se relacione com um aspecto importante do projeto esttico de
Joo Almino.
Assim, se no me equivoco, Braslia, para Joo Almino, menos do que
territrio fsico, localizado no Planalto Central, uma floresta de
smbolos, para recordar o clebre verso de Baudelaire. Ou seja, as
contradies e paradoxos inerentes ao plano piloto fornecem matria-prima
ficcional de primeira ordem. Creio que posso esclarecer essa idia recordando
um poema de Joo Cabral de Melo Neto:
Enquanto com Max Bense eu ia
como que sua filosofia
mineral, toda esquadrias
do metal-luz dos meios-dias,
arquitetura se fazia:
mais um edifcio sem entropia,
literalmente, se construa:
um edifcio filosofia.
Enquanto Max Bense a visita
e a vai dizendo, Braslia,
eu tambm de visita ia:
ao edifcio do que ele dizia;
edifcio que, todavia,
de duas formas existia:
na de edifcio em que se habita
e de edifcio que nos habita.[6]
Afinal, ainda nas palavras do engenheiro Roberto, engenharia prosa,
mas arquitetura pura poesia.[7]
E, como se sabe, Max Bense visitou o Brasil diversas vezes, dedicando-se
especialmente a compreender o sentido de Braslia para a civilizao brasileira
e para o mundo como um todo, esforo reflexivo que evoca o mtodo do autor de Samba
enredo. Gostaria,
portanto, de propor um dilogo entre o universalismo descentrado de Almino e
a forma como Bense definiu a inteligncia brasileira. Em suas palavras: A
inteligncia cartesiana a deciso pela clareza consciente a despeito de se
ter disposio a terna obscuridade. Mas, por inteligncia brasileira, entendo
o desenvolvimento da clareza espiritual do pas na direo de uma produtividade
e de uma esperana autoconfiante naquilo que diz respeito ao mtodo e ao
estilo, alegria e melancolia.[8]
Curiosamente essa uma passagem muito pouco cartesiana que no deixa
de evocar os devaneios espirituais da prostituta Lucrcia, isto , da
personagem que comparece nos cinco romances de Joo Almino, a lder espiritual
Irs Quelemn, idolatrada no Jardim da Salvao. No fundo, o projeto de
Irs-Lucrcia possui uma racionalidade impecvel, representando o paroxismo da
prpria ideia de hibridismo cultural. Seno vejamos, a Fraternidade Ecltica Espiritualista Universal profetizava a
criao lgica da Cidade Ecltica [que] deve ser a Nova Jerusalm; nessa cidade, a
religio dominante seria logicamente ecltica: No uma religio, uma mistura do que h de
melhor nas religies, para que haja a concrdia universal entre elas.[9]
Ao que tudo indica, a raa csmica de Jos Vasconcelos encontrou sua religio e
a racionalidade de Simo Bacamarte sua residncia na terra, pois a profetisa de
Joo Almino antes de tudo uma fascinante sntese das inmeras seitas e
religies que circundam a racionalidade do plano piloto.[10]
Assim como os personagens de Joo Almino, Max Bense tambm ops
Braslia e Rio de Janeiro como polos extremos da experincia brasileira. De um
lado, a rgua e o compasso, de outro, o caos e o acaso; de um lado, o planalto,
de outro, a montanha; de um lado, a geometria, de outro, a praia. De fato,
completa Bense, o Rio e Braslia encarnam duas ideias de fundao de uma
cidade: a cidade como prolongamento da natureza habitvel e a cidade como
prolongamento da inteligncia emancipada.[11]
A inteligncia brasileira seria precisamente o cruzamento complexo das duas tendncias.
Vale dizer, o Palcio Gustavo Capanema e o Aterro do Flamengo no Rio de
Janeiro; o crescimento desordenado e aparentemente incontrolvel das
cidades-satlites em Braslia. Vale dizer, a inteligncia brasileira seria
propriamente ecltica.
Nesse sentido, o projeto mstico de Irs Quelemn s podia mesmo desenvolver-se
em Braslia.
Retornamos, ento, ao romance de Almino. Desta vez, o tempo
privilegiado pelo autor recorda o impacto dos quadros mais clebres de
Caravaggio. Refiro-me no apenas tcnica do claro-escuro. Alis, essa tcnica
tambm estrutura o romance, no seu misto de informaes objetivas sobre a
construo de Braslia e o mistrio jamais resolvido da morte e da origem de
Valdivino, amante ou talvez filho da prostitua-profetisa – o narrador JA
nunca bate o martelo e assim o leitor deve tirar suas prprias concluses.
Porm, mencionei o impacto de alguns dos quadros mais clebres de Caravaggio e
pensava, sobretudo, no instante privilegiado pelo pintor: trata-se sempre do
momento imediatamente anterior cena principal, tal como consagrada pela
tradio pictrica. Tal tcnica que produz um forte efeito, pois o inesperado
eclipse da imagem-clich fora o espectador a imaginar com olhos renovados a
imagem deliberadamente subtrada. No caso de Cidade livre, Almino retorna ao passado-origem de seus
4 romances anteriores para fotografar o momento em que o futuro parecia
encontra-se ao alcance de um presente acelerado, ou seja, a ao de Cidade
livre concentra-se
principalmente nos meses anteriores inaugurao de Braslia.
Por sua vez, o espao privilegiado na narrativa destaca a primeira
cidade descartvel, a Cidade Livre era construda para ser destruda.[12]
Portanto, esse era o lugar da liberdade, onde era possvel inventar,
experimentar, criar a partir do nada, do vazio, do intil, do desnecessrio,[13]
como afirma Moacir, o pai do narrador, ele mesmo uma espcie de cronista do
cotidiano mido da formao de Braslia. Recorde-se que o narrador JA tambm
no deixa de reciclar os escritos do pai em sua escritura, compondo sua prpria
memria com a lembrana e o registro alheios.
(Alis, permitam-me uma digresso, a fim de destacar outro tema que
atravessa o romance e que apenas mencionarei, porque ele poderia por si s
constituir o tema de outro artigo. Penso no uso criativo e provocador que Joo
Almino realiza do tipo de escrita caracterstica da civilizao digital na qual
nos transformamos, ou seja, penso no uso criativo e provocador que Joo Almino
realiza do blog, compreendido em seu potencial de escritura.
Em tese, o narrador do romance decidiu (...) criar um blog e ir
publicando a histria aqui, como folhetim do sculo XIX (...).[14]
O novo meio, ao contrrio do folhetim, permitiria pelo menos uma novidade
formal: (...) vocs leitores do blog podem corrigir vontade, e, se tiverem
algum caso a contar ou comentrio a fazer, que no se intimidem.[15]
Ao longo da narrativa constri-se um dilogo ora irnico, ora respeitosos, com
os leitores do romance-blog, que s vezes tambm so tratados com os piparotes
machadianos, como na seguinte passagem-homenagem a Machado de Assis: leitora
apressadinha do blog que quer dar saltos na histria, esclareo que ainda no
o momento de ir to longe (...).[16]
Nos seus cinco romances, alis, Almino tem sempre incorporado com grande
criatividade tcnicas derivadas do universo audiovisual e digital, compondo um
dos mais fecundos dilogos contemporneos – e no me refiro apenas
literatura brasileira – acerca do lugar ou dos lugares da literatura e do
literrio.
Vejamos.
A fotografia e o cinema ocupam um papel fundamental em Ideias onde
passar o fim do mundo. Uma
mquina e, por que no?, uma espcie de processador de textos destacam-se em Samba
enredo. A escrita como
gesto autobiogrfico domina Cinco estaes do amor. A fotografia, mais uma vez, fornece a
estrutura de O livro das emoes, porm uma fotografia cujas imagens so
deliberadamente subtradas, a fim de aguar a imaginao do leitor. O leitor
afoito talvez no compreenda o alcance do gesto ficcional de Joo Almino.
Afinal, como se o centro dinmico da vida cultural hoje em dia
estivesse no cinema, no vdeo, na msica pop, enfim, na internet – no
mais na literatura. No surpreender ento o juzo de Wim Wenders: Cinema e
rock n roll so, cada vez mais, as duas expresses contemporneas mais
precisas, mais espontneas. Tenho a impresso de que todas as outras formas de
reflexo, sobretudo o teatro ou a literatura, so demasiado lentas, pesadas. O
cinema e o rock n roll so consumidos em harmonia com nossa poca de consumo.
De uma maneira direta, rpida.[17]
Joo Almino, creio, vai alm dessa constatao em seus romances. Ora,
repetimos sem pensar citaes como a de Wenders como se elas no fossem o que
de fato so: uma aceitao passiva da circunstncia contempornea, um
surpreendente positivismo ps-moderno, como se o fato objetivo do predomnio
dos meios audiovisuais e digitais, indispensveis ao pleno fluxo do
funcionamento do capitalismo atual, obrigasse a abraar acriticamente os
objetos da cultura audiovisual e digital, como se a tarefa do intelectual fosse
a de justificar a hegemonia do momento. Pelo contrrio, a fico de Almino
estimula a seguinte hiptese: a reflexo contempornea sobre a literatura deve
desdobrar as consequncias do deslocamento do objeto livro do centro do
circuito comunicativo. Posso diz-lo de forma ainda mais clara: qualquer
reflexo contempornea sobre a literatura deve partir da teorizao das
consequncias da centralidade dos meios audiovisuais e digitais na definio da
cultura contempornea. No sculo XXI, a literatura e a crtica literria ocupam um
papel secundrio, perifrico mesmo, se comparadas febre digital e a
dominao j longeva dos recursos audiovisuais. Contudo, tanto esse papel
secundrio quanto o espao-tempo Braslia podem ser vividos como espao de
liberdade e tempo de livre experimentao. Se no me equivoco, esse o caminho
escolhido pelo escritor Joo Almino.
Encerro a digresso, um tanto raivosa, reconheo, e retorno a outro
eixo do romance Cidade Livre. )
O espao-tempo representado pela Cidade Livre reconstruda na fico de
Joo Almino rene dimenses em tese opostas; reunio cuja sutileza uma das
foras do romance, explicitando a arquitetura de seu iderio
esttico-literrio. Vejamos como essas dimenses se encontram e j que menciono
nveis diversos, nos prximos pargrafos transitarei da fico ao ensaio de
Almino, propondo uma espcie de Cidade Livre de suas preocupaes.
Comeo pela voz do engenheiro: ҃ como o presidente diz, observou Roberto,
esta a primeira capital construda do zero, num lugar desabitado, sem o apoio
de nenhuma aldeia ou povoado.[18]
Encontra-se, nessa observao, a base do credo cartesiano de Max Bense, pois,
claro est, nesse panorama desrtico cabe vontade racional o impulso de
geometrizar o espao virgem, na emancipao da inteligncia que tanto o
encantava. Porm, mais ou menos na metade do romance, caber
profetisa-prostituta, Irs-Lucrcia, ecoar a mesma afirmao, conferindo-lhe,
contudo, uma deriva muito diversa, bem prxima, alis, dos estudos esotricos
de Iara Kern, que h algumas dcadas chegou a ocupar bastante espao na mdia
com seu livro De Aknaton a JK.[19]
Escutemos a personagem de Joo Almino: Eu quero encontrar o
presidente, ele o fara egpcio Akhenaton da dcima oitava dinastia, afirmou
Lucrcia, categrica. JK ia construir no apenas uma cidade, mas uma
civilizao. O fara, que governara entre 1353 e 1335 antes de Cristo, havia
criado do nada, como em Braslia, a primeira capital planejada, Akhetaton.[20]
A analogia impecvel, especialmente se recordarmos que, e agora cito o
ensasta Joo Almino, no falta histria do projeto de Braslia tambm a
dimenso mstica. D. Bosco, o santo fundador da ordem dos salesianos, teria
tido em 1883 um sonho proftico sobre a Terra Prometida (...) onde seria
fundada uma nova civilizao.[21]
E, com efeito, o Plano Piloto foi associado pelo prprio Lucio Costa
cruz crist. Nas palavras do urbanista: nasceu do gesto primrio de quem
assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ngulo reto, ou
seja, o prprio sinal-da-cruz.[22]
Irs Quelemn assinaria embaixo, sem dvida. E no tudo: a primeira capela de
Braslia, a Ermida Dom Bosco, alude profecia do santo, e, conforme o pai do
narrador J explicou: o presidente escolhera a data de 3 de maio (para a
primeira missa de Braslia) por sua proximidade do aniversrio da missa mandada
rezar por Pedro lvares Cabral.[23]
No surpreende, portanto, que a prpria Cidade Livre, cidade construda
para ser destruda, tenha se transformado numa das futuras cidades-satlites
que, em alguma medida, comprometem a racionalidade pretendida no Plano Piloto.
que, recorda o ensasta, com o tempo descobriu-se o bvio: no o plano
urbanstico que molda a sociedade, mas esta que vai dando novos significados
quele.[24] Por isso
mesmo, nas palavras do romancista, prximo concluso de Cidade Livre, traduz-se o espanto de um jornalista
estrangeiro em visita nova capital: A razo para o espanto no era a arquitetura
de Oscar Niemeyer, nem o plano urbanstico de Lcio Costa; eram as crenas e
seitas que j proliferavam pelos seus arredores e a possibilidade de que
Lucrcia, uma prostituta, viesse a ser profetisa.[25]
A fico de Joo Almino, portanto, procura dar forma a esse espanto e,
ao faz-lo, recorda a distino do engenheiro Roberto entre a engenharia-prosa
e a arquitetura-poesia. como se Cidade Livre fosse a prosa do poema de Joo Cabral. Por isso,
atravs de seus cinco romances, Joo Almino nos ajuda a habitar imaginariamente
o edifcio Braslia, ao mesmo tempo em que sua complexidade pode finalmente nos
habitar.
[1] Professor de Literatura Comparada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
[2] Trata-se, sem dvida, de aluso que leva o leitor de Joo Almino a pensar imediatamente no Machado de Assis de o Memorial de Aires, o M de A. Em outro texto, discuti a importncia da obra machadiana na fico de Joo Almino. O prprio escritor recentemente publicou um agudo ensaio dedicado obra de Machado de Assis: O diabrete anglico e o pavo. Enredo e amor possveis em Brs Cubas. Belo Horizonte: Editora UGMF, 2009.
[3] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 126.
[4] Joo Almino. Braslia, o mito: Anotaes para um iderio esttico-literrio. Escrita em contraponto. Ensaios literrios. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2008, p. 18.
[5] Idem, p. 8.
[6] Joo Cabral de Melo Neto. Acompanhando Max Bense em sua visita a Braslia, 1961. Museu de tudo. 1966-1974. Obra completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994, p. 371.
[7] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 114.
[8] Max Bense. A inteligncia brasileira. So Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 18.
[9] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 90.
[10] Somente esse aspecto bem pode inspirar outro artigo. Uma abordagem inicial do assunto encontra-se no livro de Dioclcio Luz, Roteiro mgico de Braslia, Braslia: CODEPLAN, 1986.
[11] Max Bense. Op. cit., p. 28.
[12] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 43.
[13] Idem, p. 223.
[14] Idem, p. 16.
[15] Idem, p. 16-17.
[16] Idem, p. 136.
[17] Wim Wenders. O nome do novo. Bravo! Entrevistas. So Paulo: DAvila, 2002, p. 74.
[18] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 72.
[19] Iara Kern. De Aknaton a JK. Das pirmides a Braslia. Lanado em 1984, o livro conheceu um grande xito: O livro j foi traduzido em seis idiomas (inclusive o japons), gerou um filme, com roteiro da autora e direo de Pedro Torres e uma srie de pinturas de Byron de Quevedo (reproduzidas na segunda edio. Dioclcio Luz. Roteiro mgico de Braslia, Braslia: CODEPLAN, 1986, p. 36.
[20] Idem, p. 131.
[21] Joo Almino. Braslia, o mito: Anotaes para um iderio esttico-literrio. Escrita em contraponto. Ensaios literrios. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2008, p. 12.
[22] Idem, p. 15.
[23] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 106.
[24] Joo Almino. Braslia, o mito: Anotaes para um iderio esttico-literrio. Escrita em contraponto. Ensaios literrios. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2008, p. 16.
[25] Joo Almino. Cidade Livre. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 222.