COMENT√ĀRIOS

‚ÄúUm livro sobre o roubo da utopia, portanto sobre o nosso tempo. Mas tamb√©m, ao fim, uma aposta alta e sonora no renascimento da esperan√ßa.‚ÄĚ
Pedro Meira Monteiro, sobre Enigmas da Primavera

‚ÄúDif√≠cil imaginar conquista est√©tica mais ousada para um autor consagrado‚ÄĚ.
Jo√£o Cezar de Castro Rocha, sobre Enigmas da Primavera

‚ÄúEnigmas da Primavera‚ÄĚ, novo romance de Jo√£o Almino, √© a primeira obra de peso, na literatura brasileira, a trazer para as p√°ginas da fic√ß√£o (e para a viv√™ncia subjetiva) os movimentos pol√≠ticos dos √ļltimos anos.‚ÄĚ
Manuel da Costa Pinto, Folha de S. Paulo

‚ÄúComo dar conta do presente, se nele estamos mergulhados? √Č desse projeto imposs√≠vel que Jo√£o Almino arranca o perturbador ‚ÄúEnigmas da primavera‚ÄĚ, seu novo romance (Record)‚ĶAlmino exp√Ķe como feridas, mas tamb√©m como t√īnicos, perguntas que n√£o sabemos responder. Perguntas, ou enigmas?
O romance se ergue sobre paradoxos insuport√°veis: toler√Ęncia e intoler√Ęncia, o imposs√≠vel e o necess√°rio, a utopia e o real.‚ÄĚ
José Castello, O Globo.

“Se para conhecer a S√£o Petersburgo do s√©culo XIX, √© preciso ler Fi√≥dor Dostoi√©vski (1821-1881), tal como para descobrir detalhes do Rio de Janeiro do final daquele s√©culo √© fundamental percorrer os romances de Machado de Assis (1839-1908), daqui a cem anos, certamente, para saber como era (ou √©) a cidade de Bras√≠lia (e o Brasil) deste come√ßo de s√©culo XXI, ser√° necess√°rio ler Enigmas da Primavera”
Adelto Gonçalves, Caderno 3, Diário do Nordeste

‚ÄúEl indudable inter√©s de la novela se acrecienta con la m√°xima actualidad de los conflictos abordados. Y entre sus aciertos formales hay que destacar el ludismo creativo de su narrador omnisciente, que reflexiona sobre su cometido en ingeniosos comentarios metanarrativos, con iron√≠a y humor en sus observaciones sobre la historia relatada, recordando y anticipando cuanto le viene bien para su juego metafictivo. Tambi√©n resalta la destreza en el empleo del di√°logo concebido como instrumento dial√©ctico en la confrontaci√≥n de ideas y como medio para el desnudamiento de almas.‚ÄĚ
√Āngel Basanta, Presidente de la Asociaci√≥n Espa√Īola de Cr√≠ticos Literarios, sobre Enigmas da Primavera.

Tal vez podamos hablar más ampliamente de ese libro que me gustó, que se lee con placer, pero cuyas frases quedan mucho tiempo flotando en la mente del lector, pues hace reflexionar, y mucho, sobre los tipos de realidad a la que nos enfrentamos nosotros, los hombres y mujeres de siglo XXI.
Enigmas de Primavera, un bello libro.
Antonio Maura, escritor y cr√≠tico literario espa√Īol.

‚ÄúA hist√≥ria, que ele queria, desde o princ√≠pio, que tivesse como ponto de partida uma certa desorienta√ß√£o do mundo atual, foi ganhando corpo. Enigmas da Primavera, lan√ßado agora, aborda isso tudo e muito mais: fam√≠lia, amor, liberdade, responsabilidade, busca de identidade e de entendimento do mundo, rejei√ß√£o, frustra√ß√£o e del√≠rio.‚ÄĚ
Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

‚ÄúDono de uma prosa ligeira e √°gil.‚ÄĚ
Nahima Maciel, Correio Braziliense, sobre Enigmas da Primavera

‚ÄúAl√©m da escrita precisa e muito bonita o livro tem uma hist√≥ria maravilhosa. Trata-se de um personagem que, num mundo sem ideologias, busca uma causa, um horizonte ut√≥pico, quase sempre atrav√©s da internet: o isl√£, o antiamericanismo, uma raz√£o que o leve √† rua. Sem se deixar cair em esquematismos, v√™ Bras√≠lia, Granada e Madri como partes de um mesmo universo. Tive um professor na Universidade que disse que “Deus est√° na palavra”. √Č o que o livro faz. Termina falando de palavras em busca de sentidos. Um novelo sem fim de uma novela. Um livro para ser lido.‚ÄĚ
Francisco Carlos Palomanes Martinho, Professor Livre-Docente do Departamento de História da USP, sobre Enigmas da Primavera.

“Uma narrativa absolutamente p√≥s-moderna na forma e no esp√≠rito da mensagem. Para o historiador do futuro, mina de pistas para compreender o caos de nosso tempo.”
Alfredo Bosi, crítico literário e Professor Emérito da USP.

“N√£o √© sempre que aparece um romance maduro, feito para durar, com atributos de cl√°ssico. Se as qualidades de um cl√°ssico s√£o determinadas, entre outras coisas, pelo uso da linguagem, pela economia de meios e pela capacidade de espelhar a alma humana ou de reproduzir ou imaginar um construto social convincente, ent√£o talvez tenhamos em Cidade livre, de Jo√£o Almino, um cl√°ssico no horizonte do poss√≠vel.”
Eust√°quio Gomes – Caderno Ideias, Jornal do Brasil

“Uma das principais virtudes da fic√ß√£o liter√°ria √© conseguir saltar as barreiras que a separam da hist√≥ria oficial. Isso acontece somente com as obras-primas e os grandes escritores. O diplomata Jo√£o Almino, em seu quinto livro de paisagens brasilienses, escreve uma narrativa que alia a pesquisa hist√≥rica √† imagina√ß√£o de um ficcionista delicado, que caminha com seguran√ßa entre fato e inven√ß√£o. Trata-se de Cidade livre.”
-Correio Braziliense

“Se, como at√© aqui Jo√£o Almino ocupou o posto de ‘romancista de Bras√≠lia’, ou como diz Silviano Santiago, o mais completo ‘autor’ de Bras√≠lia, o imponente t√≠tulo que pode, talvez, soar por vezes pesado, o leva para o decisivo espa√ßo de narradores de cidades, e o coloca em confronto com algum de nossos mais importantes escritores, especialmente os narradores que se ocuparam da antiga capital, do Rio de Janeiro.
… Est√° tra√ßada a estrat√©gia liter√°ria que vai conduzir a narrativa neste que, a meu ver, √© o mais sofisticado dos romances de Jo√£o Almino.
Com o vasto tecido que √© a linguagem, vai sendo costurado o relato da cria√ß√£o de Bras√≠lia… A narrativa vai seguindo pelo avesso costurado. Pontos precisos, medidos, planejados, previstos. E os restos crescendo no entorno.”
Beatriz Resende

“Cidade Livre impressiona… Reafirma Jo√£o Almino como romancista de Bras√≠lia, mas ele √© bem mais… Fic√ß√£o envolvente sobre hist√≥ria viva. O leitor, progressivamente seduzido, acaba tragado pela engenhosa armadilha urdida pelo pseudocronista da capital”
Ronaldo Costa Couto, Ilustrada, Folha de S. Paulo

Esse novo e extraordin√°rio romance de Jo√£o Almino redefine a na√ß√£o brasileira como algo que esteve para ser inventado pelos homens‚Ķ S√£o as vozes migrantes que o ouvido afinado de Jo√£o Almino vem surpreendendo. Capta-as com a sua implac√°vel kodak romanesca‚Ķ Jo√£o Almino m√≥i no √°spero. Amor e amizade. Sexo e sensualidade. Desejo e viol√™ncia. Da√≠ o naipe de personagens, que tanto aponta para as transforma√ß√Ķes revolucion√°rias que deveriam ter sido quanto para as muta√ß√Ķes comportamentais que est√£o sendo.”
– Silviano Santiago

“Quando o leitor cai em si, foi tragado: Bras√≠lia erigiu-se em microcosmo e met√°fora do pa√≠s, do universo, da exist√™ncia, ou desse torvelinho vertiginoso que √© a subjetividade.
– Walnice Nogueira Galv√£o

“Entre os melhores autores de nosso pa√≠s. O Brasil est√° resumido em suas p√°ginas, que s√£o verdadeiramente antol√≥gicas.”
– Moacyr Scliar

“Ao ler Jo√£o Almino e uns poucos outros sinto que a literatura brasileira continua viva e efervescente, porque ele tem coisas a contar, fala do pa√≠s e do homem brasileiro, tem estilo — estilo √© o que falta a um mundo de autores; estilo √© o que marca um escritor. Essa √© a nova literatura brasileira.”
– Ign√°cio de Loyola Brand√£o

“Uma das vertentes que me fascinam no romance contemporaneo √© a liberdade que ele pode se dar na mistura de g√™neros. Jo√£o Almino est√° fazendo isso com maestria. Em ‘Cidade Livre’, a solu√ß√£o do blog virtual que n√£o chega a aparecer mas com o qual o narrador, mesmo assim, dialoga, √© muito inteligente. E um revisor com o nome do autor acrescenta a isso outra camada muito provocadora e rica. Fica uma estrutura rigorosa e amarradinha em torno da qual tudo pode dan√ßar. E dan√ßa bem… √Č empolgante a atmosfera da constru√ß√£o da cidade, t√£o bem recriada (fui l√° duas vezes, nessa √©poca), j√° guardando em si tanto do que eclodiria depois.”
– Ana Maria Machado

“Almino tem sempre incorporado com grande criatividade t√©cnicas derivadas do universo audiovisual e digital, compondo um dos mais fecundos di√°logos contempor√Ęneos — e n√£o me refiro apenas √† literatura brasileira — acerca do lugar ou dos lugares da literatura e do liter√°rio.”
– Jo√£o Cezar de Castro Rocha

“Os dois √ļltimos par√°grafos s√£o simplesmente grandes. Grandes pelo que em si dizem, mas tamb√©m pelo que dizem um ao outro: a fonte incerta que o cronista √°vido visita e inventa (a vontade inspiradora de Say√£o, o segredo paterno enterrado logo ap√≥s o sacrif√≠cio de Valdivino, a genealogia torta e obscura do sonho de Bras√≠lia, de um Brasil que se apaixona por si mesmo, por assim dizer) e, no √ļltimo par√°grafo, essa esp√©cie de devolu√ß√£o daquilo que o narrador viveu, na figura√ß√£o do instante long√≠nquo de um contador-cantador que anuncia a verdura de um futuro desejado, entrevisto no desejo do ar laranja que balan√ßa o signo do desejo, as saias da tia, de algo que √© e n√£o √© familiar.
“Foi delicioso ler. E, por v√≠cio ou por of√≠cio, pus-me a pensar nos di√°logos estabelecidos com a tradi√ß√£o liter√°ria brasileira.
“O final me fez pensar na voz narrativa de Macuna√≠ma, do M√°rio de Andrade que se entremostra naquele contador de causos que reconstr√≥i a arca da mem√≥ria porque “ouviu falar”… A diferen√ßa √© que n√£o h√° papagaio palrador na hist√≥ria candanga, embora o esfor√ßo de recomposi√ß√£o da hist√≥ria seja tamb√©m a tentativa de escuta de uma voz teimosa e, no caso de Cidade Livre, jogada entre o pleno encantamento do futuro e a dureza que enfrentam os que resolvem dar forma a ele.
…
“E quanto ao J.A. que escreve, e que √© auxiliado pelo impertinente revisor Jo√£o Almino, bem… A√≠ n√£o preciso nem dizer em que outro diplomata pensei! O da pena vadia, ningu√©m menos.
“√Č um lindo livro.”
– Pedro Meira Monteiro

A ideia da mistura se espalha pela narrativa de Jo√£o Almino, que junta personagens reais a seres imagin√°rios, acontecimentos hist√≥ricos a sonhos antigos, fatos a fic√ß√Ķes. A figura encoberta de Valdivino est√° no cora√ß√£o do romance, como um sinal dessas funda√ß√Ķes que, em geral, preferimos esconder, ou esquecer ‚Äď alicerces que a arquitetura modernista tratou de desenterrar e de expor.
РJosé Castello

O livro é deliciosamente bem escrito, com linguagem fluente e bem cuidada. O texto encanta pelo ritmo, oscilando da loquacidade às reticências, da voluptuosidade imagética à simplicidade narrativa.
A leitura, atraente no estilo, cativa também pelo enredo.
Mas a força do romance vai ainda além… João Almino, ao escrever, faz História. Ao fazer História, fermenta a ficção. Nesse vai-e-vem, nessa fronteira coleante, João Almino vai encontrando a alma de uma cidade nova, surgida quase que de um dia para o outro, e que encantou o mundo inteiro ao nascer.
– Gunter Axt

N√£o √© um romance apenas, √© um documento precioso que capta o mundo submerso da hist√≥ria recente de uma cidade, de um pais e de uma forma de vida profundamente ancorada nas tradi√ß√Ķes (talvez esquecidas) do Brasil.
– Kathrin Rosenfield

Jo√£o Almino faz quest√£o de preservar ambiguidades inerentes aos fluxos da vida, e entra nessas √°guas valendo-se de mat√©rias e perspectivas diversificadas, tanto em sua elabora√ß√£o formal como nos fatos relatados, ficcionais ou hist√≥ricos. Quaisquer analogias entre eles conformam unidades (cambiantes) a recobrir mat√©rias que s√£o heterog√™neas. Quando o narrador procura resgatar tais unidades pela mem√≥ria, busca princ√≠pios de inteligibilidade para fatos e pessoas, mas os desenhos da vida representada ficcionalmente n√£o deixam de destacar a heterogeneidade de suas facetas, mais claras ou obscuras, amplas ou restritas, conforme os √Ęngulos ou a dimens√£o das “frestas”, que canalizam suas observa√ß√Ķes.
– Benjamin Abdala Junior

A pesquisa em arquivos √© intensa. N√£o s√≥ os cadernos manuscritos deixados pelo pai, acompanhados de vers√Ķes da tia Francisca e, menos, de tia Matilde, mas jornais, revistas e fotografias, ajudaram o narrador a fazer t√£o prodigioso restauro de uma √©poca que ganha vida, surge do nada, levantada pela for√ßa dos objetos, das coisas, dos filmes que eram exibidos no cinema da Condessa, da moda, dos carros, dos m√≥veis de pernas palito. Cores, cheiros, percep√ß√Ķes de um mundo em movimento.
РAngélica Madeira

“Um not√°vel ficcionista!”O livro das emo√ß√Ķes” √© exatamente isso, uma fonte de emo√ß√£o liter√°ria como raramente se v√™. E realmente o Brasil est√° em suas p√°ginas.”
-Moacyr Scliar

“O Livro das Emo√ß√Ķes explora uma vez mais a cidade, com sua fracassada utopia modernista… √Č uma vis√£o existencialista – e muito original – de Bras√≠lia.”
– Revista Veja

“O escritor Jo√£o Almino j√° nos deu provas afirmativas do seu talento como ensa√≠sta perspicaz e narrador atento. Agora, ele retorna para o nosso conv√≠vio com o ‘Livro das Emo√ß√Ķes’ — uma densidade bem administrada e uma narrativa vigorosa.”
-Eduardo Portella, Professor Titular Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Membro da Academia Brasileira de Letras e Diretor de Pesquisa do Colégio do Brasil.

“A presen√ßa de um rigoroso trabalho t√©cnico de estrutura e de linguagem √© transparente.”
-Heloísa Buarque de Hollanda, Caderno Idéias, Jornal do Brasil

“Jo√£o Almino, fiel √†s nossas mais caras tradi√ß√Ķes liter√°rias, mas sem deixar de ser moderno, refor√ßa a posi√ß√£o que j√° alcan√ßara com os dois livros anteriores: a de um dos melhores romancistas de suaO LIvro das Emo√ß√Ķes, de Jo√£o Almino gera√ß√£o.”
РAdelto Gonçalves, Jornal da Tarde.

“Este √© um romance de intensidades, de encontros apaixonados, tanto para o narrador quanto para o leitor‚Ķ A trajet√≥ria de Jo√£o Almino como romancista parece exprimir, numa vers√£o condensada, a hist√≥ria do romance durante o √ļltimo s√©culo: tendo atravessado v√°rios n√≠veis de experimenta√ß√£o formal, tendo se engajado em m√ļltiplas estrat√©gias para provocar seus leitores de maneira produtiva, ele √© agora uma poderosa presen√ßa no que poder√≠amos chamar “a veia existencialista” do g√™nero.”
РHans Ulrich Gumbrecht РAlbert Guérard Professor in Literature, Stanford University, membro da American Academy of Arts & Sciences

“Espero cada livro de Jo√£o Almino com a certeza de que vou encontrar em suas p√°ginas uma surpresa inteligente. E nunca diminuiu meu assombro. Ele √© um narrador quase √ļnico, que sabe transmitir id√©ias profundas sem que estas tirem vida da subst√Ęncia das hist√≥rias que conta‚Ķ Diferentemente da invas√£o de romances lineares e verborr√°gicos que ficaram na moda‚Ķ, a narrativa de Jo√£o Almino avan√ßa com grande velocidade dando saltos na a√ß√£o. N√£o preenche p√°ginas por preench√™-las. N√£o fala demais. N√£o se det√©m onde n√£o √© necess√°rio e nunca √© previs√≠vel.”
– Alberto Ruy-Sanchez, escritor

“…Almino vislumbra na ficcionalidade uma forma especial de pensamento… O romance de Almino prop√Ķe assim a verdadeira for√ßa da experi√™ncia liter√°ria: literatura √© pensamento em a√ß√£o; literatura √© filosofia que n√£o p√°ra de pensar.”
РJoão Cezar de Castro-Rocha, Crítico literário e Professor de Literatura da UERJ

“O deslizante jogo de engodos, que esta narrativa empreende, enfeiti√ßa e leva o leitor pelo nariz.”
-Walnice Nogueira Galv√£o

“”Como √© habitar a p√≥s-utopia? Em seu brilhante romance, que faz pensar, Jo√£o Almino capta as contradi√ß√Ķes da vida cotidiana em Bras√≠lia‚Ķ √Č neste cen√°rio ‚Äď‚Äď belamente retratado em As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor ‚Äď‚Äď que Ana, a hero√≠na vibrante de Almino, e seu surpreendente c√≠rculo de amigos aprendem o que √© a identidade ‚Äď‚Äď e o que ela pode ser.””
РMarjorie Perloff, autora de The Vienna Paradox e The Futurist Moment e Professora Emérita de Literatura Comparada na Universidade de Stanford

“O modo da narrativa √© o de um travelling envolvente que se deixa arrastar por v√°rias personagens e situa√ß√Ķes, muito diferentes entre si, nas quais ressalta a habilidade de Jo√£o Almino para a confec√ß√£o de biografias, como certa vez destacou Jo√£o Lafet√°, ou de instant√Ęneos biogr√°ficos, como talvez se pudesse dizer, tendo em vista a analogia com as fotografias que ordenam a narrativa. Ressalta, tamb√©m, a sua capacidade de manter o fio narrativo bem seguro em meio √† variedade de registros produzidos pelo narrador. ‚Ķ Aproveitando a deixa do pr√≥prio narrador, imagino chamar de voyeurismo cego a esse modo narrativo, finamente explorado nesta quarta parte do romance brasiliense de Jo√£o Almino.”
РAlcir Pécora, Professor de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

“Afirmar que esse livro representa a maturidade ficcional de Jo√£o Almino √© muito pouco. No entanto, se algu√©m dissesse que atrav√©s de “O livro das emo√ß√Ķes” o autor atinge a sua decanta√ß√£o de linguagem, a observa√ß√£o traduziria de fato o que a obra traz de novo. Aqui o estilo dos romances de Jo√£o n√£o sofre qualquer desfigura√ß√£o, mas apenas o aprimoramento de um escritor que conhece seu ritmo, feito de branda loquacidade nas descri√ß√Ķes e de muitas retic√™ncias na pontua√ß√£o de sua veia melanc√≥lica.
-Jo√£o Gilberto Noll, escritor.

“Num trabalho ao mesmo tempo de grande concentra√ß√£o e vasta abrang√™ncia, Jo√£o Almino tem produzido um retrato m√ļltiplo, vividamente detalhado e de resson√Ęncia hist√≥rica”.
-Michael Palmer, poeta, autor de Company of Moths

“O romance de Jo√£o Almino √© uma can√ß√£o de amor √† vida‚ĶCom destreza e paix√£o, Almino exprime a promessa momentosa de amizade profunda entre homens e mulheres.”
– Mary Louise Pratt, Professora de Literatura Comparada, New York University

“‚Ķeste romance que s√£o muitos romances, este romance que fala de amor e suas distintas esta√ß√Ķes, da amizade e suas cumplicidades, mas que √© tamb√©m um romance pol√≠tico ‚Äď tanto no sentido de que “o pessoal √© pol√≠tico”, como no modo em que fala sutilmente, sobriamente, de etapas de repress√£o e silenciamento, de medo e desaparecimentos.”
РSandra Lorenzano, Profesora de Literatura y crítica literária argentina

“√Č um estilo necess√°rio na atual fic√ß√£o brasileira.”
– Jo√£o Gilberto Noll

“Se o rock de Bras√≠lia foi obra de uma gera√ß√£o, a fic√ß√£o de Bras√≠lia √© obra de um homem s√≥: o escritor Jo√£o Almino.”
– Carlos Graieb, na revista Veja

“A literatura de Jo√£o Almino √© contempor√Ęnea: sem ilus√Ķes, impiedoso com as utopias e os sonhos f√°ceis‚Ķ A Bras√≠lia de Almino n√£o √© s√≥ uma cidade moderna, mas uma met√°fora do mundo moderno.”
РJosé Castello, Estado de S. Paulo

“Um grande narrador e um estilista primoroso‚Ķ Um texto destinado a ficar. Inteligente, mordaz e l√≠rico‚Ķ”
– Haquira Osakabe, no Caderno Mais!, Folha de S. Paulo

“Jo√£o Almino revela seu dom√≠nio da arte narrativa no fino humor e ironia que perpassam sua requintada prosa-po√©tica.”
– Jorge Schwartz

“Um herdeiro de Machado de Assis e Lima Barreto‚Ķ um escritor senhor de seu of√≠cio.”
– M√°rcio Souza

“Sua prosa √© clara e elegante.”
– Revista Veja

“Considerado um dos autores mais brilhantes de sua gera√ß√£o‚Ķ”
-Folha de S. Paulo

“A capacidade de criar ‘biografias’ √© admir√°vel em Jo√£o Almino‚Ķ as personagens t√™m for√ßa, vivem suas vidas, movimentam-se dentro de mundos delineados com verossimilhan√ßa, convic√ß√£o e bom estilo…”
– Jo√£o Luiz Lafet√°, Folha de S. Paulo

“Uma voz original no romance contempor√Ęneo, sua narrativa √© envolvente, muito bem humorada e faz pensar.”
– Ana Maria Machado

“Almino introduz formas liter√°rias surpreendentes e temas existenciais que brotam da condi√ß√£o urbana do homem moderno.”
– Barbara Freitag

“Um livro divertido, malicioso, criativo, cheio de bossas formais e de juventude intelectual. Enfim, um romance contempor√Ęneo.”
-Ledo Ivo

“A cultura brasileira √© repassada com intelig√™ncia e sensibilidade por Jo√£o Almino, numa s√≠ntese e numa apropria√ß√£o feliz de Machado de Assis e Oswald de Andrade…”
– Regis Bonvicino, Jornal do Brasil

“Jo√£o Almino √© simultaneamente o grande narrador que j√° nos deu demonstra√ß√Ķes da sua capacidade de criar e um politic√≥logo, algu√©m que reflete o tempo todo sobre o Brasil, tanto na sua narra√ß√£o quanto no seu ensaio pol√≠tico.”
– Eduardo Portella

“Retornar √† casa tamb√©m n√£o como fuga do presente, nem como nostalgia de uma inf√Ęncia e passado idealizados, perdidos, como gesto de mem√≥ria depois da vida vivida, mas como gesto de constru√ß√£o, mais do que de reconstru√ß√£o, mais do que um lugar, uma possibilidade de encontro. Voltar para uma casa, onde se possa novamente pertencer. N√£o tanto a literatura da casa-grande, da casa patriarcal, arcaica, mas a fr√°gil casa do presente, mas ainda poss√≠vel. Construir uma casa afetiva, uma fam√≠lia conquistada. A este desafio √© que As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor de Jo√£o Almino se lan√ßa, em que a pr√≥pria escrita √© uma casa espiritual nova, um abrigo.”
– Denilson Lopes, Pensar, Correio Braziliense.

“Este √© um romance fascinante, s√°bio e pleno de informa√ß√£o, e ningu√©m interessado no Brasil contempor√Ęneo deveria deixar de l√™-lo.”
– David Beaty, escritor

“√Äs vezes reminiscente do realismo psicol√≥gico de Graciliano Ramos, enquanto ocasionalmente ecoa personagens de Clarice Lispector que atravessam preciosos e dolorosos momentos de epifania, ‘As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor’ de Jo√£o Almino retrata corajosamente o tropo f√≠sico embora imagin√°rio de Bras√≠lia como lugar de trans-forma√ß√£o… Este √© um romance que de maneira convincente e tocante ilustra a teoria do ‘trans’ em forma√ß√£o.”
РDr. Steven F. Butterman, Diretor, Programa de Português, Departmento de Línguas e Literaturas Modernas, Universidade de Miami

“Poucos autores s√£o capazes de traduzir os anseios e os desejos femininos com precis√£o. Jo√£o Almino soube usar sua pena com maestria.”
– Darlene Menconi, Isto√Č

“O escritor retoma… algumas de suas obsess√Ķes: a passagem inexor√°vel do tempo, a tensa rela√ß√£o humana, a reconstru√ß√£o da mem√≥ria individual (que √© tamb√©m coletiva)… Contrariando certa corrente da literatura contempor√Ęnea que se limita a descrever situa√ß√Ķes, Almino pertence √† estirpe daqueles autores que exp√Ķem e examinam os estados de alma dos personagens, amplificando as possibilidades de apreens√£o e reflex√£o sobre o fato narrado.”
– Luiz Ruffato, Guia da Folha

“Autor de v√°rios romances ambientados em Bras√≠lia, em Samba Enredo Jo√£o Almino introduziu de modo pioneiro a linguagem da internet nas p√°ginas da fic√ß√£o ‚Äď mostrando como a cidade que simboliza as utopias e os fracassos do Brasil tamb√©m pode estar na vanguarda da literatura.”
– Manuel da Costa Pinto

“N√£o h√° d√ļvida, portanto, que por tr√°s da fantasia e do humor, esconde-se um arguto romance de id√©ias…Servindo-se de um humor afiado e elaborando uma s√°tira contundente, Jo√£o Almino retoma e renova o melhor da linha carnavalizante da literatura brasileira, que se estende de Greg√≥rio de Matos a M√°rcio Souza, passando por Manuel Ant√īnio de Almeida e Oswald de Andrade. Estamos diante de um escritor que combina um habilidoso dom√≠nio da t√©cnica narrativa e uma grande agilidade no uso da linguagem com uma profunda preocupa√ß√£o com os descompassos do Brasil contempor√Ęneo.”
– Luiz F. Valente, Brown University, Ch√°squi: Journal of Latin American Literature (sobre Samba-Enredo).

“Almino mergulha com intensidade no universo feminino, e o faz com tamanha fluidez que seus leitores (e leitoras, claro) devem se perguntar como entende t√£o bem a alma de uma mulher, transitando com naturalidade pelas ang√ļstias e questionamentos de sua protagonista.”
– Claudia Barcellos, Eu&/Cultura, Valor.

“Sem arroubos, a literatura de Almino √© feita de intelig√™ncia e arg√ļcia, apurada. Por isso as demoras: biscoito fino leva mais tempo para ser feito.”
– Paulo Paniago, Pensar, Correio Braziliense.

‚ÄúOn ne r√©siste pas au plaisir de ce r√©cit virtuose, sensible, plein d¬īhumour.”
Alain Nicolas, L’Humanité

‚ÄúC‚Äôest magnifique, et c‚Äôest un immense livre que celui de Jo√£o Almino.‚ÄĚ
Christophe Passer, L’Hebdo

‚ÄúIl y a dans cette double mise en abyme une facetie ch√®re √† la literature br√©silienne contemporaine qui produit un effet de reel ensorcelant. Fiction, document, epop√©e, H√ītel Brasilia eclaire la geste h√©roique et technique des b√Ętisseurs de la nouvelle capital br√©silienne.‚ÄĚ
Sébastien Lapaque, Le Figaro

‚ÄúAux architectures futuristes, aux avenues tir√©es au cordeau, aux statues d‚Äôairain aux diff√©rents Commandeurs, il oppose ainsi les petits riens, les rires, les pleurs, les passions, le futile et l‚Äô√©ph√©m√®re, la gravit√© et le burlesque du quotidien, r√©sumant parfois le tout sous forme d‚Äôair ou de chanson √† la mode. Une bossa forc√©ment lancinante, langoureuse, m√©lancolique. ¬Ľ
Dominique Aussenac, Le matricule des anges

¬ę Il a reconstitu√© dans une ambiance magique la grande aventure de Brasilia ¬Ľ
Edouard Bailby, Livres, Espaces Latinos


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