COMMENTAIRES

‚ÄúUn livre savoureux et po√©tique d’une grande virtuosit√©. »
Philippe Vallet, FranceInfo

‚ÄúOn ne r√©siste pas au plaisir de ce r√©cit virtuose, sensible, plein d¬īhumour. »
Alain Nicolas, L’Humanité

‚ÄúC‚Äôest magnifique, et c‚Äôest un immense livre que celui de Jo√£o Almino.‚ÄĚ
Christophe Passer, L’Hebdo

‚ÄúIl y a dans cette double mise en abyme une facetie ch√®re √† la literature br√©silienne contemporaine qui produit un effet de reel ensorcelant. Fiction, document, epop√©e, H√ītel Brasilia eclaire la geste h√©roique et technique des b√Ętisseurs de la nouvelle capital br√©silienne.‚ÄĚ
Sébastien Lapaque, Le Figaro

‚ÄúAux architectures futuristes, aux avenues tir√©es au cordeau, aux statues d‚Äôairain aux diff√©rents Commandeurs, il oppose ainsi les petits riens, les rires, les pleurs, les passions, le futile et l‚Äô√©ph√©m√®re, la gravit√© et le burlesque du quotidien, r√©sumant parfois le tout sous forme d‚Äôair ou de chanson √† la mode. Une bossa forc√©ment lancinante, langoureuse, m√©lancolique. ¬Ľ
Dominique Aussenac, Le matricule des anges

¬ę Il a reconstitu√© dans une ambiance magique la grande aventure de Brasilia ¬Ľ
Edouard Bailby, Livres, Espaces Latinos

« N√£o √© sempre que aparece um romance maduro, feito para durar, com atributos de cl√°ssico. Se as qualidades de um cl√°ssico s√£o determinadas, entre outras coisas, pelo uso da linguagem, pela economia de meios e pela capacidade de espelhar a alma humana ou de reproduzir ou imaginar um construto social convincente, ent√£o talvez tenhamos em Cidade livre, de Jo√£o Almino, um cl√°ssico no horizonte do poss√≠vel. »
Eust√°quio Gomes – Caderno Ideias, Jornal do Brasil

« Uma das principais virtudes da fic√ß√£o liter√°ria √© conseguir saltar as barreiras que a separam da hist√≥ria oficial. Isso acontece somente com as obras-primas e os grandes escritores. O diplomata Jo√£o Almino, em seu quinto livro de paisagens brasilienses, escreve uma narrativa que alia a pesquisa hist√≥rica √† imagina√ß√£o de um ficcionista delicado, que caminha com seguran√ßa entre fato e inven√ß√£o. Trata-se de Cidade livre. »
-Correio Braziliense

« Se, como at√© aqui Jo√£o Almino ocupou o posto de ‘romancista de Bras√≠lia’, ou como diz Silviano Santiago, o mais completo ‘autor’ de Bras√≠lia, o imponente t√≠tulo que pode, talvez, soar por vezes pesado, o leva para o decisivo espa√ßo de narradores de cidades, e o coloca em confronto com algum de nossos mais importantes escritores, especialmente os narradores que se ocuparam da antiga capital, do Rio de Janeiro.
… Est√° tra√ßada a estrat√©gia liter√°ria que vai conduzir a narrativa neste que, a meu ver, √© o mais sofisticado dos romances de Jo√£o Almino.
Com o vasto tecido que √© a linguagem, vai sendo costurado o relato da cria√ß√£o de Bras√≠lia… A narrativa vai seguindo pelo avesso costurado. Pontos precisos, medidos, planejados, previstos. E os restos crescendo no entorno. »
Beatriz Resende

« Cidade Livre impressiona… Reafirma Jo√£o Almino como romancista de Bras√≠lia, mas ele √© bem mais… Fic√ß√£o envolvente sobre hist√≥ria viva. O leitor, progressivamente seduzido, acaba tragado pela engenhosa armadilha urdida pelo pseudocronista da capital »
Ronaldo Costa Couto, Ilustrada, Folha de S. Paulo

Esse novo e extraordin√°rio romance de Jo√£o Almino redefine a na√ß√£o brasileira como algo que esteve para ser inventado pelos homens‚Ķ S√£o as vozes migrantes que o ouvido afinado de Jo√£o Almino vem surpreendendo. Capta-as com a sua implac√°vel kodak romanesca‚Ķ Jo√£o Almino m√≥i no √°spero. Amor e amizade. Sexo e sensualidade. Desejo e viol√™ncia. Da√≠ o naipe de personagens, que tanto aponta para as transforma√ß√Ķes revolucion√°rias que deveriam ter sido quanto para as muta√ß√Ķes comportamentais que est√£o sendo. »
– Silviano Santiago

« Quando o leitor cai em si, foi tragado: Bras√≠lia erigiu-se em microcosmo e met√°fora do pa√≠s, do universo, da exist√™ncia, ou desse torvelinho vertiginoso que √© a subjetividade.
– Walnice Nogueira Galv√£o

« Entre os melhores autores de nosso pa√≠s. O Brasil est√° resumido em suas p√°ginas, que s√£o verdadeiramente antol√≥gicas. »
– Moacyr Scliar

« Ao ler Jo√£o Almino e uns poucos outros sinto que a literatura brasileira continua viva e efervescente, porque ele tem coisas a contar, fala do pa√≠s e do homem brasileiro, tem estilo — estilo √© o que falta a um mundo de autores; estilo √© o que marca um escritor. Essa √© a nova literatura brasileira. »
– Ign√°cio de Loyola Brand√£o

« Uma das vertentes que me fascinam no romance contemporaneo √© a liberdade que ele pode se dar na mistura de g√™neros. Jo√£o Almino est√° fazendo isso com maestria. Em ‘Cidade Livre’, a solu√ß√£o do blog virtual que n√£o chega a aparecer mas com o qual o narrador, mesmo assim, dialoga, √© muito inteligente. E um revisor com o nome do autor acrescenta a isso outra camada muito provocadora e rica. Fica uma estrutura rigorosa e amarradinha em torno da qual tudo pode dan√ßar. E dan√ßa bem… √Č empolgante a atmosfera da constru√ß√£o da cidade, t√£o bem recriada (fui l√° duas vezes, nessa √©poca), j√° guardando em si tanto do que eclodiria depois. »
– Ana Maria Machado

« Almino tem sempre incorporado com grande criatividade t√©cnicas derivadas do universo audiovisual e digital, compondo um dos mais fecundos di√°logos contempor√Ęneos — e n√£o me refiro apenas √† literatura brasileira — acerca do lugar ou dos lugares da literatura e do liter√°rio. »
– Jo√£o Cezar de Castro Rocha

« Os dois √ļltimos par√°grafos s√£o simplesmente grandes. Grandes pelo que em si dizem, mas tamb√©m pelo que dizem um ao outro: a fonte incerta que o cronista √°vido visita e inventa (a vontade inspiradora de Say√£o, o segredo paterno enterrado logo ap√≥s o sacrif√≠cio de Valdivino, a genealogia torta e obscura do sonho de Bras√≠lia, de um Brasil que se apaixona por si mesmo, por assim dizer) e, no √ļltimo par√°grafo, essa esp√©cie de devolu√ß√£o daquilo que o narrador viveu, na figura√ß√£o do instante long√≠nquo de um contador-cantador que anuncia a verdura de um futuro desejado, entrevisto no desejo do ar laranja que balan√ßa o signo do desejo, as saias da tia, de algo que √© e n√£o √© familiar.
« Foi delicioso ler. E, por v√≠cio ou por of√≠cio, pus-me a pensar nos di√°logos estabelecidos com a tradi√ß√£o liter√°ria brasileira.
« O final me fez pensar na voz narrativa de Macuna√≠ma, do M√°rio de Andrade que se entremostra naquele contador de causos que reconstr√≥i a arca da mem√≥ria porque « ouviu falar »… A diferen√ßa √© que n√£o h√° papagaio palrador na hist√≥ria candanga, embora o esfor√ßo de recomposi√ß√£o da hist√≥ria seja tamb√©m a tentativa de escuta de uma voz teimosa e, no caso de Cidade Livre, jogada entre o pleno encantamento do futuro e a dureza que enfrentam os que resolvem dar forma a ele.
…
« E quanto ao J.A. que escreve, e que √© auxiliado pelo impertinente revisor Jo√£o Almino, bem… A√≠ n√£o preciso nem dizer em que outro diplomata pensei! O da pena vadia, ningu√©m menos.
« √Č um lindo livro. »
– Pedro Meira Monteiro

A ideia da mistura se espalha pela narrativa de Jo√£o Almino, que junta personagens reais a seres imagin√°rios, acontecimentos hist√≥ricos a sonhos antigos, fatos a fic√ß√Ķes. A figura encoberta de Valdivino est√° no cora√ß√£o do romance, como um sinal dessas funda√ß√Ķes que, em geral, preferimos esconder, ou esquecer ‚Äď alicerces que a arquitetura modernista tratou de desenterrar e de expor.
РJosé Castello

O livro é deliciosamente bem escrito, com linguagem fluente e bem cuidada. O texto encanta pelo ritmo, oscilando da loquacidade às reticências, da voluptuosidade imagética à simplicidade narrativa.
A leitura, atraente no estilo, cativa também pelo enredo.
Mas a força do romance vai ainda além… João Almino, ao escrever, faz História. Ao fazer História, fermenta a ficção. Nesse vai-e-vem, nessa fronteira coleante, João Almino vai encontrando a alma de uma cidade nova, surgida quase que de um dia para o outro, e que encantou o mundo inteiro ao nascer.
– Gunter Axt

N√£o √© um romance apenas, √© um documento precioso que capta o mundo submerso da hist√≥ria recente de uma cidade, de um pais e de uma forma de vida profundamente ancorada nas tradi√ß√Ķes (talvez esquecidas) do Brasil.
– Kathrin Rosenfield

Jo√£o Almino faz quest√£o de preservar ambiguidades inerentes aos fluxos da vida, e entra nessas √°guas valendo-se de mat√©rias e perspectivas diversificadas, tanto em sua elabora√ß√£o formal como nos fatos relatados, ficcionais ou hist√≥ricos. Quaisquer analogias entre eles conformam unidades (cambiantes) a recobrir mat√©rias que s√£o heterog√™neas. Quando o narrador procura resgatar tais unidades pela mem√≥ria, busca princ√≠pios de inteligibilidade para fatos e pessoas, mas os desenhos da vida representada ficcionalmente n√£o deixam de destacar a heterogeneidade de suas facetas, mais claras ou obscuras, amplas ou restritas, conforme os √Ęngulos ou a dimens√£o das « frestas », que canalizam suas observa√ß√Ķes.
– Benjamin Abdala Junior

A pesquisa em arquivos √© intensa. N√£o s√≥ os cadernos manuscritos deixados pelo pai, acompanhados de vers√Ķes da tia Francisca e, menos, de tia Matilde, mas jornais, revistas e fotografias, ajudaram o narrador a fazer t√£o prodigioso restauro de uma √©poca que ganha vida, surge do nada, levantada pela for√ßa dos objetos, das coisas, dos filmes que eram exibidos no cinema da Condessa, da moda, dos carros, dos m√≥veis de pernas palito. Cores, cheiros, percep√ß√Ķes de um mundo em movimento.
РAngélica Madeira

« Jo√£o Almino‚Äôs novel Free City, about the building of the Brazilian capital, is masterfully written. A richly symbolic narrative » Ksenija Bilbija, Words Without Borders.

‚ÄúFree City is brilliant. Brasilia was always a mystery to me when hearing about it growing up and now it is much less so and yet in a way beset with new mysteries. Jo√£o Almino has put the city on the literary map, and in his Borgesian/anthropological/passionate way.‚ÄĚ Lorrie Moore, author of ‚ÄúA Gate at the Stairs.‚ÄĚ

‚ÄúEnigmas of Spring, Jo√£o Almino‚Äôs new novel, is the first solid work, in Brazilian literature, to bring to the pages of fiction (and for subjective experience) the political movements of the latest years.‚ÄĚ Manuel da Costa Pinto, Folha de S. Paulo.

‚ÄúThe books inscribed within the book, the failed hero, religion and faith, East and West, Islam, Christianity and Judaism, Brazil and the world, everything is condensed in this novel in which youth and politics go hand in hand, as if to remind us that, not long ago, the impossible still seemed necessary and urgent. This is a book about the theft of utopia, and it is therefore about our own times. But it is also, in the end, a high and loud bet on the rebirth of hope.‚ÄĚ Pedro Meira Monteiro, literary critic and Professor at Princeton University.

‚ÄúJo√£o Almino has deserved the attention of critics for the innovative and engaging style of his work.‚ÄĚ Juliana Krapp.

‚ÄúIt is a tour de force, a book about the emptiness of the contemporary world and the possibility of hope for humanity.‚ÄĚ VB&M

Enigmas of Spring contains a pioneering reflection on the exercise of politics in the 21st century. To outline, for this purpose, an analyses of the June 2013 protests is a daring but also indispensable step. In the words of the protagonist, the center of those protests maybe relies ‚Äúon our will to participate, on the leap from social media to the streets, on the mistrust of the political representatives, on the horizontality of the demonstrations. There are no leaders among us. We¬īre equals, on the same boat.‚ÄĚ ‚Ķ
It is difficult to imagine a more daring aesthetic achievement for a celebrated author. (And I will say no more, for it would be impertinent to deprive the reader from the joy of discovery).
Jo√£o Cezar de Castro Rocha, Professor at UERJ and literary critic.

« If to know 19th century¬īs St Petersburg it is necessary to read Fi√≥dor Dostoi√©vski (1821-1881), and if to discover details of Rio de Janeiro at the end of that century it is essential to read the novels by Machado de Assis (1839-1908), certainly in one hundred years, in order to know how was Bras√≠lia (and Brazil) at this beginning of 21st century, it will be necessary to read Enigmas of Spring »
Adelto Gonçalves, Caderno 3, Diário do Nordeste

‚ÄúThe undoubted interest raised by this novel grows even more with the contemporariness of the conflicts it describes (almost everything takes place between 2011 and 2013), both in the religious confrontations and in the learning process of the youngsters at drift. And among its formal accomplishments one should highlight the creative playfulness of its omniscient narrator, who reflects upon the characters‚Äô deeds through ingenious metanarrative comments, and conveys, with irony and humor, his observations about the history he tells. One should also highlight the author¬īs skill in his use of dialogue, conceived as a dialectical tool in the confrontation of ideas and as a means to lay bare the characters¬ī souls‚ÄĚ Angel Basanta, President of the Spanish Association of Literary Critics
‚ÄúHow to account for the present, when we are immersed in it? It is from this impossible project that Jo√£o Almino extracts the disquieting Enigmas of Spring, his new novel. Almino exposes as wounds, but also as tonics, questions we don¬īt know how to answer. Questions, or enigmas? The novel is built upon unbearable paradoxes: tolerance and intolerance, the impossible and the necessary, utopia and reality‚ÄĚ. Jos√© Castello, O Globo.

‚ÄúWe could perhaps speak more broadly about this book that I enjoyed, which one reads with pleasure, but whose phrases keep floating for a long time in the reader¬īs mind, for this book makes one reflect ‚Äď and a lot ‚Äď about the kinds of reality we face — we, men and women of the 21st century. Enigmas of spring is a novel easy to read, but a complex one. Many ideas kept emerging while reading it, ideas about dreams and reality. Enigmas of spring, a beautiful book.‚ÄĚ Antonio Maura, Spanish author and literary critic.

‚ÄúA novelist whose work does not compete with that of the journalist or the historian. What he intends is only to capture the pulse of the moment, to describe the passions of the characters, to understand the emotions behind their actions, trying to reveal the often divergent tendencies and the existing conflicts.‚ÄĚ Ieda Magri

‚ÄúThe story, which he wanted, since the beginning, to have as a point of departure a certain disorientation of the contemporary world, kept gaining shape. Enigmas of Spring, now published, deals with all these questions and much more: family, love, freedom, responsibility, search for identity and for comprehending the world, rejection, frustration and delirium.‚ÄĚ Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

‚ÄúMaster of a vivid and agile prose.‚ÄĚ Nahima Maciel, Correio Braziliense.

‚ÄúAn absolutely post-modern narrative in the form and the spirit of the message. For the historian of the future, it¬īs a mine of trails to understand the chaos of our time.‚ÄĚ Alfredo Bosi, Literary Critic.

« Um not√°vel ficcionista! »O livro das emo√ß√Ķes » √© exatamente isso, uma fonte de emo√ß√£o liter√°ria como raramente se v√™. E realmente o Brasil est√° em suas p√°ginas. »
-Moacyr Scliar

« O Livro das Emo√ß√Ķes explora uma vez mais a cidade, com sua fracassada utopia modernista… √Č uma vis√£o existencialista – e muito original – de Bras√≠lia. »
– Revista Veja

« O escritor Jo√£o Almino j√° nos deu provas afirmativas do seu talento como ensa√≠sta perspicaz e narrador atento. Agora, ele retorna para o nosso conv√≠vio com o ‘Livro das Emo√ß√Ķes’ — uma densidade bem administrada e uma narrativa vigorosa. »
-Eduardo Portella, Professor Titular Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Membro da Academia Brasileira de Letras e Diretor de Pesquisa do Colégio do Brasil.

« A presen√ßa de um rigoroso trabalho t√©cnico de estrutura e de linguagem √© transparente. »
-Heloísa Buarque de Hollanda, Caderno Idéias, Jornal do Brasil

« Jo√£o Almino, fiel √†s nossas mais caras tradi√ß√Ķes liter√°rias, mas sem deixar de ser moderno, refor√ßa a posi√ß√£o que j√° alcan√ßara com os dois livros anteriores: a de um dos melhores romancistas de suaO LIvro das Emo√ß√Ķes, de Jo√£o Almino gera√ß√£o. »
РAdelto Gonçalves, Jornal da Tarde.

« Este √© um romance de intensidades, de encontros apaixonados, tanto para o narrador quanto para o leitor‚Ķ A trajet√≥ria de Jo√£o Almino como romancista parece exprimir, numa vers√£o condensada, a hist√≥ria do romance durante o √ļltimo s√©culo: tendo atravessado v√°rios n√≠veis de experimenta√ß√£o formal, tendo se engajado em m√ļltiplas estrat√©gias para provocar seus leitores de maneira produtiva, ele √© agora uma poderosa presen√ßa no que poder√≠amos chamar « a veia existencialista » do g√™nero. »
РHans Ulrich Gumbrecht РAlbert Guérard Professor in Literature, Stanford University, membro da American Academy of Arts & Sciences

« Espero cada livro de Jo√£o Almino com a certeza de que vou encontrar em suas p√°ginas uma surpresa inteligente. E nunca diminuiu meu assombro. Ele √© um narrador quase √ļnico, que sabe transmitir id√©ias profundas sem que estas tirem vida da subst√Ęncia das hist√≥rias que conta‚Ķ Diferentemente da invas√£o de romances lineares e verborr√°gicos que ficaram na moda‚Ķ, a narrativa de Jo√£o Almino avan√ßa com grande velocidade dando saltos na a√ß√£o. N√£o preenche p√°ginas por preench√™-las. N√£o fala demais. N√£o se det√©m onde n√£o √© necess√°rio e nunca √© previs√≠vel. »
– Alberto Ruy-Sanchez, escritor

« …Almino vislumbra na ficcionalidade uma forma especial de pensamento… O romance de Almino prop√Ķe assim a verdadeira for√ßa da experi√™ncia liter√°ria: literatura √© pensamento em a√ß√£o; literatura √© filosofia que n√£o p√°ra de pensar. »
РJoão Cezar de Castro-Rocha, Crítico literário e Professor de Literatura da UERJ

« O deslizante jogo de engodos, que esta narrativa empreende, enfeiti√ßa e leva o leitor pelo nariz. »
-Walnice Nogueira Galv√£o

«  »Como √© habitar a p√≥s-utopia? Em seu brilhante romance, que faz pensar, Jo√£o Almino capta as contradi√ß√Ķes da vida cotidiana em Bras√≠lia‚Ķ √Č neste cen√°rio ‚Äď‚Äď belamente retratado em As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor ‚Äď‚Äď que Ana, a hero√≠na vibrante de Almino, e seu surpreendente c√≠rculo de amigos aprendem o que √© a identidade ‚Äď‚Äď e o que ela pode ser. » »
РMarjorie Perloff, autora de The Vienna Paradox e The Futurist Moment e Professora Emérita de Literatura Comparada na Universidade de Stanford

« O modo da narrativa √© o de um travelling envolvente que se deixa arrastar por v√°rias personagens e situa√ß√Ķes, muito diferentes entre si, nas quais ressalta a habilidade de Jo√£o Almino para a confec√ß√£o de biografias, como certa vez destacou Jo√£o Lafet√°, ou de instant√Ęneos biogr√°ficos, como talvez se pudesse dizer, tendo em vista a analogia com as fotografias que ordenam a narrativa. Ressalta, tamb√©m, a sua capacidade de manter o fio narrativo bem seguro em meio √† variedade de registros produzidos pelo narrador. ‚Ķ Aproveitando a deixa do pr√≥prio narrador, imagino chamar de voyeurismo cego a esse modo narrativo, finamente explorado nesta quarta parte do romance brasiliense de Jo√£o Almino. »
РAlcir Pécora, Professor de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

« Afirmar que esse livro representa a maturidade ficcional de Jo√£o Almino √© muito pouco. No entanto, se algu√©m dissesse que atrav√©s de « O livro das emo√ß√Ķes » o autor atinge a sua decanta√ß√£o de linguagem, a observa√ß√£o traduziria de fato o que a obra traz de novo. Aqui o estilo dos romances de Jo√£o n√£o sofre qualquer desfigura√ß√£o, mas apenas o aprimoramento de um escritor que conhece seu ritmo, feito de branda loquacidade nas descri√ß√Ķes e de muitas retic√™ncias na pontua√ß√£o de sua veia melanc√≥lica.
-Jo√£o Gilberto Noll, escritor.

« Num trabalho ao mesmo tempo de grande concentra√ß√£o e vasta abrang√™ncia, Jo√£o Almino tem produzido um retrato m√ļltiplo, vividamente detalhado e de resson√Ęncia hist√≥rica ».
-Michael Palmer, poeta, autor de Company of Moths

« O romance de Jo√£o Almino √© uma can√ß√£o de amor √† vida‚ĶCom destreza e paix√£o, Almino exprime a promessa momentosa de amizade profunda entre homens e mulheres. »
– Mary Louise Pratt, Professora de Literatura Comparada, New York University

‚ÄúIn this novel of sensations and desires [The Book of Emotions], Almino‚Äôs narrative is like a photograph that mesmerizes his readers as Cadu filters his past through ‚Äúthe camera‚Äôs objective eye, an eye that sometimes surprises by seeing more than the human eye.‚ÄĚ
Camila Santos, Three Percent

« ‚Ķeste romance que s√£o muitos romances, este romance que fala de amor e suas distintas esta√ß√Ķes, da amizade e suas cumplicidades, mas que √© tamb√©m um romance pol√≠tico ‚Äď tanto no sentido de que « o pessoal √© pol√≠tico », como no modo em que fala sutilmente, sobriamente, de etapas de repress√£o e silenciamento, de medo e desaparecimentos. »
РSandra Lorenzano, Profesora de Literatura y crítica literária argentina

« √Č um estilo necess√°rio na atual fic√ß√£o brasileira. »
– Jo√£o Gilberto Noll

« Se o rock de Bras√≠lia foi obra de uma gera√ß√£o, a fic√ß√£o de Bras√≠lia √© obra de um homem s√≥: o escritor Jo√£o Almino. »
– Carlos Graieb, na revista Veja

« A literatura de Jo√£o Almino √© contempor√Ęnea: sem ilus√Ķes, impiedoso com as utopias e os sonhos f√°ceis‚Ķ A Bras√≠lia de Almino n√£o √© s√≥ uma cidade moderna, mas uma met√°fora do mundo moderno. »
РJosé Castello, Estado de S. Paulo

« Um grande narrador e um estilista primoroso‚Ķ Um texto destinado a ficar. Inteligente, mordaz e l√≠rico‚Ķ »
– Haquira Osakabe, no Caderno Mais!, Folha de S. Paulo

« Jo√£o Almino revela seu dom√≠nio da arte narrativa no fino humor e ironia que perpassam sua requintada prosa-po√©tica. »
– Jorge Schwartz

« Um herdeiro de Machado de Assis e Lima Barreto‚Ķ um escritor senhor de seu of√≠cio. »
– M√°rcio Souza

« Sua prosa √© clara e elegante. »
– Revista Veja

« Considerado um dos autores mais brilhantes de sua gera√ß√£o‚Ķ »
-Folha de S. Paulo

« A capacidade de criar ‘biografias’ √© admir√°vel em Jo√£o Almino‚Ķ as personagens t√™m for√ßa, vivem suas vidas, movimentam-se dentro de mundos delineados com verossimilhan√ßa, convic√ß√£o e bom estilo… »
– Jo√£o Luiz Lafet√°, Folha de S. Paulo

« Uma voz original no romance contempor√Ęneo, sua narrativa √© envolvente, muito bem humorada e faz pensar. »
– Ana Maria Machado

« Almino introduz formas liter√°rias surpreendentes e temas existenciais que brotam da condi√ß√£o urbana do homem moderno. »
– Barbara Freitag

« Um livro divertido, malicioso, criativo, cheio de bossas formais e de juventude intelectual. Enfim, um romance contempor√Ęneo. »
-Ledo Ivo

« A cultura brasileira √© repassada com intelig√™ncia e sensibilidade por Jo√£o Almino, numa s√≠ntese e numa apropria√ß√£o feliz de Machado de Assis e Oswald de Andrade… »
– Regis Bonvicino, Jornal do Brasil

« Jo√£o Almino √© simultaneamente o grande narrador que j√° nos deu demonstra√ß√Ķes da sua capacidade de criar e um politic√≥logo, algu√©m que reflete o tempo todo sobre o Brasil, tanto na sua narra√ß√£o quanto no seu ensaio pol√≠tico. »
– Eduardo Portella

« Retornar √† casa tamb√©m n√£o como fuga do presente, nem como nostalgia de uma inf√Ęncia e passado idealizados, perdidos, como gesto de mem√≥ria depois da vida vivida, mas como gesto de constru√ß√£o, mais do que de reconstru√ß√£o, mais do que um lugar, uma possibilidade de encontro. Voltar para uma casa, onde se possa novamente pertencer. N√£o tanto a literatura da casa-grande, da casa patriarcal, arcaica, mas a fr√°gil casa do presente, mas ainda poss√≠vel. Construir uma casa afetiva, uma fam√≠lia conquistada. A este desafio √© que As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor de Jo√£o Almino se lan√ßa, em que a pr√≥pria escrita √© uma casa espiritual nova, um abrigo. »
– Denilson Lopes, Pensar, Correio Braziliense.

« Este √© um romance fascinante, s√°bio e pleno de informa√ß√£o, e ningu√©m interessado no Brasil contempor√Ęneo deveria deixar de l√™-lo. »
– David Beaty, escritor

« √Äs vezes reminiscente do realismo psicol√≥gico de Graciliano Ramos, enquanto ocasionalmente ecoa personagens de Clarice Lispector que atravessam preciosos e dolorosos momentos de epifania, ‘As Cinco Esta√ß√Ķes do Amor’ de Jo√£o Almino retrata corajosamente o tropo f√≠sico embora imagin√°rio de Bras√≠lia como lugar de trans-forma√ß√£o… Este √© um romance que de maneira convincente e tocante ilustra a teoria do ‘trans’ em forma√ß√£o. »
РDr. Steven F. Butterman, Diretor, Programa de Português, Departmento de Línguas e Literaturas Modernas, Universidade de Miami

« Poucos autores s√£o capazes de traduzir os anseios e os desejos femininos com precis√£o. Jo√£o Almino soube usar sua pena com maestria. »
– Darlene Menconi, Isto√Č

« O escritor retoma… algumas de suas obsess√Ķes: a passagem inexor√°vel do tempo, a tensa rela√ß√£o humana, a reconstru√ß√£o da mem√≥ria individual (que √© tamb√©m coletiva)… Contrariando certa corrente da literatura contempor√Ęnea que se limita a descrever situa√ß√Ķes, Almino pertence √† estirpe daqueles autores que exp√Ķem e examinam os estados de alma dos personagens, amplificando as possibilidades de apreens√£o e reflex√£o sobre o fato narrado. »
– Luiz Ruffato, Guia da Folha

« Autor de v√°rios romances ambientados em Bras√≠lia, em Samba Enredo Jo√£o Almino introduziu de modo pioneiro a linguagem da internet nas p√°ginas da fic√ß√£o ‚Äď mostrando como a cidade que simboliza as utopias e os fracassos do Brasil tamb√©m pode estar na vanguarda da literatura. »
– Manuel da Costa Pinto

« N√£o h√° d√ļvida, portanto, que por tr√°s da fantasia e do humor, esconde-se um arguto romance de id√©ias…Servindo-se de um humor afiado e elaborando uma s√°tira contundente, Jo√£o Almino retoma e renova o melhor da linha carnavalizante da literatura brasileira, que se estende de Greg√≥rio de Matos a M√°rcio Souza, passando por Manuel Ant√īnio de Almeida e Oswald de Andrade. Estamos diante de um escritor que combina um habilidoso dom√≠nio da t√©cnica narrativa e uma grande agilidade no uso da linguagem com uma profunda preocupa√ß√£o com os descompassos do Brasil contempor√Ęneo. »
– Luiz F. Valente, Brown University, Ch√°squi: Journal of Latin American Literature (sobre Samba-Enredo).

« Almino mergulha com intensidade no universo feminino, e o faz com tamanha fluidez que seus leitores (e leitoras, claro) devem se perguntar como entende t√£o bem a alma de uma mulher, transitando com naturalidade pelas ang√ļstias e questionamentos de sua protagonista. »
– Claudia Barcellos, Eu&/Cultura, Valor.

« Sem arroubos, a literatura de Almino √© feita de intelig√™ncia e arg√ļcia, apurada. Por isso as demoras: biscoito fino leva mais tempo para ser feito. »
– Paulo Paniago, Pensar, Correio Braziliense.

‚ÄúO que torna a narrativa [de Entre facas, algod√£o] especial e confirma uma dic√ß√£o √ļnica √© a cria√ß√£o do espa√ßo por onde evolui a narrativa, os lugares por onde se movem os personagens, a geografia que entranha nas rela√ß√Ķes. »
Beatriz Resende, Ilustrada, Folha de S. Paulo

‚ÄúQue Almino continue nos surpreendendo com novos romances, que lance outras obras t√£o fabulosas como esta mais recente [Entre facas, algod√£o]. »
Igor Zahir, Revista Bravo!

‚ÄúTalvez mais do que seus aclamados romances anteriores, este livro de Jo√£o Almino [Entre facas, algod√£o], sua obra-prima at√© agora, se inscreve vigorosamente no momento que a hist√≥ria do romance atravessa nestes in√≠cios do s√©culo 21. »
Hans Gumbrecht, Universidade de Stanford

‚ÄúEste fundo emocional, temperado pela linguagem direta, pelo poder liter√°rio da oralidade, recriada com uma tranquila nitidez, d√° ao romance de Jo√£o Almino [Entre facas, algod√£o] a sua marca estil√≠stica, de intensa leveza narrativa ‚ÄĒ a d√°diva do texto que, pela empatia, nos prende da primeira √† √ļltima p√°gina.‚ÄĚ
Cristov√£o Tezza

‚ÄúJo√£o Almino deu um adeus a Bras√≠lia, um simp√°tico aceno de m√£o ap√≥s escrever seis romances nos quais a capital figurava entre os protagonistas… √Č, no entanto, de Bras√≠lia que o personagem parte… A mem√≥ria, Jo√£o Almino ensina, n√£o √© uma s√≥, fechada e acabada. √Č um processo em constru√ß√£o, com finais abertos, mesmo quando enfrenta a tentativa de ser apagada. O escritor tratou disso em livros como Cidade livre e As cinco esta√ß√Ķes do amor. E volta ao tema neste novo romance [Entre facas, algod√£o].‚ÄĚ
Nahima Maciel, Correio Braziliense

‚ÄúQue trama bem urdida. Que personagens bem delineados. Que dom√≠nio de linguagem e estilo. Que texto atraente, que fisga o leitor da primeira √† √ļltima linha. »
Ant√īnio Torres, sobre « Entre facas, algod√£o »

‚ÄúNeste novo romance de Jo√£o Almino, « Entre facas, algod√£o », as tr√™s dimens√Ķes da vida – espa√ßo, tempo e fam√≠lia -, se interpenetram numa linguagem fascinante. H√° mist√©rios, trag√©dias e amores. H√° um ritmo que seduz desde as primeiras linhas. H√° as contradi√ß√Ķes da condi√ß√£o humana. Arte de alto n√≠vel! Recomendo muit√≠ssimo.‚ÄĚ
Stella Maris Rezende

« Seus livros s√£o profundos, belos, bem escritos… Em seu novo romance, ‚ÄúEntre facas, algod√£o‚ÄĚ (Record), Jo√£o Almino acerta mais uma vez em cheio. »
Clara Arreguy

‚ÄúJo√£o Almino n√£o gosta de se repetir. Com sete romances lan√ßados, o escritor natural de Mossor√≥, no Rio Grande do Norte, vive uma eterna busca ‚Äď do ponto de vista t√©cnico e da arquitetura das narrativas ‚Äď para estruturar mudan√ßas nos textos. »
Isabel Costa, O Povo

« Jo√£o Almino, mestre da literatura brasiliense e brasileira, traz no DNA a escritura dos grandes autores nordestinos. Quem sai aos seus n√£o degenera, diz o ditado. Nesse romance, temos um continuador, no melhor dos sentidos, da prosa realista, enxuta e meton√≠mica de Graciliano Ramos, do mundo de casas repartidas dos meninos de engenho de Jos√© Lins do Rego, e at√© da poesia descarnada de Jo√£o Cabral de Melo Neto. Almino bebeu, com certeza, nessas fontes de √°guas l√≠mpidas e conseguiu criar a pr√≥pria narrativa, singular. O engajamento de Jo√£o Almino √© moderno e contempor√Ęneo. Sem a vis√£o sociol√≥gica dos romancistas dos anos de 1930, sem a linguagem sensorial de um Jos√© Am√©rico de Almeida, sem o idealismo rom√Ęntico de Jorge Amado, sem milit√Ęncia pol√≠tica, Entre facas, algod√£o deixa de lado as utopias e se nutre apenas de um fio de esperan√ßa. »
Vera L√ļcia de Oliveira, Caderno 3, Di√°rio do Nordeste

‚ÄúUm livro ao mesmo tempo melanc√≥lico e duro. De um lugar real. »
Francisco Carlos Palomares Martinho, USP, sobre « Entre facas, algod√£o ».

‚ÄúLi Entre Facas, Algod√£o com prazer, achando dif√≠cil interromper a leitura a cada vez que as demandas da vida exigiam. Um livro , para mim, sobre a mem√≥ria, com toda sua labilidade, falhas , lacunas, imprecis√Ķes e cargas emotivas. √Č um, talvez, como ler Santo Agostinho ou Maurice Halwachs falando desta mais que linda capacidade humana. A forma de di√°rio, outra vez usada, redunda o pr√≥prio tema, assim como as d√ļvidas de seu narrador quanto a suas repeti√ß√Ķes.
Entre facas, algod√£o √© tamb√©m uma livro sobre a gente que comp√Ķe esta cidade, pois o narrador √© t√£o veross√≠mil, pensei que poderia encontr√°-lo no banco de um √īnibus ou na fila do p√£o, na banca de revista.‚ÄĚ
Elane Peixoto, UnB


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